segunda-feira, 4 de abril de 2011

Análise estratégica


Olá caros bikers!

Desde o início da década de oitenta, dentro do contexto da análise estratégica de empresas, a questão fundamental é determinar como competir num determinado ambiente de atividade.

Mas o que isto tem a ver com um blog que fala de mountain bike? Em minha opinião, tudo! A motivação para esta postagem advém do meu interesse em competições. Como escrevi anteriormente, já competi duas vezes e acredito que muita coisa pode ainda ser aprimorada.

Sendo assim, ao estudar um pouco sobre estratégia de empresas, notei que o modelo de Porter poderia me ajudar. Michael Porter defende que uma empresa, para melhor competir num determinado segmento estratégico, deve decidir a sua estratégia com base no conhecimento da estrutura do setor de atividade em que compete e na perfeita identificação dos clientes alvos.

Logo, este modelo pode ser perfeitamente adaptado ao dia-a-dia de um atleta e/ou preparador. No entanto, por não ter encontrado nenhuma referência direta para este assunto, me proponho a introduzir o assunto propondo uma ferramenta de análise estratégica: a matriz SWOT.

SWOT (strengths, weakness, opportunities and threats) pode ser traduzido para o português como: forças, oportunidades, fraquezas e ameaças. Esta análise foi desenvolvida por Keneth Andrews e Roland Christensen e corresponde à identificação por parte de uma organização (ou atleta/preparador) dos principais aspectos que caracterizam a sua posição estratégica num determinado momento, tanto a nível interno como externo.

No que diz respeito à análise externa no âmbito da análise SWOT, que tem como objetivo a identificação das principais oportunidades e ameaças que num determinado momento se colocam perante a organização (ou atleta/preparador), pode-se dizer que a sua importância está associada à necessidade de, dentro do possível, os gestores (ou atleta/preparador) preverem eventuais desenvolvimentos futuros que possam ter maior ou menor impacto futuro nessa organização (nesse atleta).

Por exemplo, uma organização (atleta/preparador) que perceba que o ambiente externo esteja mudando e que tenha agilidade para se adaptar a esta mudança, aproveitará melhor as oportunidades e sofrerá menos as consequências das ameaças.

Em termos de análise interna, a análise SWOT propõe a identificação dos principais pontos fortes e pontos fracos caracterizadores da organização (atleta) num determinado momento. Logo, a correta listagem das suas forças e fraquezas dá à organização (ou atleta/preparador) elementos importantes no que se refere à sua orientação estratégica, que tenderá naturalmente a tirar o maior partido possível das forças e a minorar ao máximo as fraquezas.

Por fim, a matriz SWOT consiste na avaliação da posição competitiva de uma empresa (atleta) através de uma matriz de dois eixos, cada um dos quais compostos por duas variações: pontos fortes e pontos fracos da análise interna e oportunidades e ameaças da análise externa.

Desta forma, ao se construir a matriz, as variáveis serão sobrepostas, facilitando a sua análise e a procura de sugestões para tomada de decisões, sendo uma ferramenta imprescindível na formação de planos e na definição de estratégias.

 
Um abraço caros bikers e “bora” construir a sua matriz SWOT!

3 comentários:

Rover disse...

Esse texto me fez lembrar o curso de Gestão da Produção Industrial.

Abração Thiago.

Rover

Eliz disse...

Como é bom ser atleta e Doutor hein? rs... Muito claro e objetivo o seu texto! Parabéns!

Luiz Augusto disse...

Doutor,

Muito interessante e inteligente este seu último post!
Outra coisa impressionante do blog é a sempre contagiante animação do Madruga no Rafting! Hehehehehe!

Abraço!

Luiz